7 maiores zebras da história das Copas do Mundo que vão surpreender você

As maiores zebras da história das Copas do Mundo
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A Copa do Mundo costuma reunir seleções tradicionais, jogadores consagrados e favoritos que chegam cercados de expectativa. Ainda assim, o futebol tem uma característica que explica boa parte de seu fascínio: nem sempre vence quem parece mais forte antes de a bola rolar.

Em diferentes edições do Mundial, equipes pouco cotadas surpreenderam campeãs, eliminaram potências e transformaram partidas aparentemente previsíveis em capítulos inesquecíveis. Essas vitórias são chamadas de “zebras”, expressão usada no futebol brasileiro para definir resultados improváveis.

A seguir, relembre algumas das maiores zebras da história das Copas do Mundo e entenda por que elas continuam tão lembradas.

Estados Unidos 1 x 0 Inglaterra, em 1950

Estados Unidos 1 x 0 Inglaterra, em 1950

Para muitos historiadores e torcedores, a vitória dos Estados Unidos sobre a Inglaterra, na Copa do Mundo de 1950, no Brasil, é uma das maiores surpresas já vistas no torneio.

A seleção inglesa participava de seu primeiro Mundial e chegava com grande reputação. O país era visto como uma referência no futebol, tinha atletas conhecidos e era apontado como favorito diante de uma equipe norte-americana formada, em grande parte, por jogadores amadores ou semiprofissionais.

No entanto, em Belo Horizonte, o atacante Joe Gaetjens marcou o único gol da partida e garantiu a vitória dos Estados Unidos por 1 a 0. A surpresa foi tão grande que alguns jornais ingleses chegaram a desconfiar do placar inicial, imaginando que poderia ter ocorrido um erro de impressão.

O resultado teve peso importante no grupo, pois contribuiu para a eliminação da Inglaterra ainda na primeira fase. Até hoje, a FIFA trata o duelo como um dos maiores choques da história dos Mundiais.

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Alemanha Ocidental 3 x 2 Hungria, em 1954

Alemanha Ocidental 3 x 2 Hungria, em 1954

A final da Copa do Mundo de 1954, disputada na Suíça, colocou frente a frente uma Hungria considerada quase imbatível e uma Alemanha Ocidental que não aparecia como principal candidata ao título.

A equipe húngara, liderada por Ferenc Puskás, era conhecida como os “Mágicos Magiares”. Antes da decisão, havia vencido a própria Alemanha Ocidental por 8 a 3 na fase de grupos e chegava à final sem derrotas havia anos.

Na decisão, a Hungria abriu 2 a 0 rapidamente. Parecia que o favoritismo seria confirmado sem grandes dificuldades. Porém, a Alemanha reagiu, empatou ainda no primeiro tempo e virou o jogo com um gol de Helmut Rahn aos 39 minutos da etapa final.

A vitória por 3 a 2 ficou conhecida como o “Milagre de Berna”. Embora a Alemanha tivesse qualidade, o tamanho do favoritismo húngaro torna o resultado uma das maiores reviravoltas de uma final de Copa.

Coreia do Norte 1 x 0 Itália, em 1966

Coreia do Norte 1 x 0 Itália, em 1966

A Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, revelou uma das histórias mais improváveis do futebol internacional. A Coreia do Norte fazia sua estreia no torneio e enfrentava uma Itália bicampeã mundial, vencedora das edições de 1934 e 1938.

Poucos esperavam que os asiáticos tivessem condições de competir pelo avanço no grupo. Porém, após um empate contra o Chile, a Coreia do Norte venceu a Itália por 1 a 0, com gol de Pak Doo-ik.

O resultado eliminou os italianos e colocou os norte-coreanos nas quartas de final. Foi a primeira vez que uma seleção fora da Europa e das Américas alcançou essa fase do Mundial.

A campanha não terminou ali. Nas quartas, a Coreia do Norte chegou a abrir 3 a 0 sobre Portugal, mas acabou derrotada por 5 a 3, em um jogo marcado pela atuação de Eusébio. Mesmo assim, a vitória sobre a Itália permanece como um dos grandes símbolos das zebras em Copas.

Argélia 2 x 1 Alemanha Ocidental, em 1982

Argélia 2 x 1 Alemanha Ocidental, em 1982

Em 1982, a Alemanha Ocidental era uma das seleções mais respeitadas do planeta. Bicampeã mundial e atual campeã europeia, a equipe tinha jogadores como Karl-Heinz Rummenigge e Lothar Matthäus.

A Argélia fazia sua primeira participação em Copas do Mundo e não era considerada favorita contra os alemães. Mesmo assim, venceu por 2 a 1, com gols de Rabah Madjer e Lakhdar Belloumi.

A partida mostrou que seleções africanas já tinham condições de desafiar potências tradicionais. Porém, a campanha argelina ficou marcada também por uma situação polêmica.

Depois da vitória da Argélia, Alemanha Ocidental e Áustria se enfrentaram em um jogo cujo placar de 1 a 0 classificava ambas e eliminava os argelinos. A partida teve poucos lances ofensivos após o gol alemão e gerou muitas críticas.

Como consequência, a FIFA passou a determinar que os últimos jogos de cada grupo fossem realizados no mesmo horário, medida que permanece até hoje.

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Camarões 1 x 0 Argentina, em 1990

Camarões 1 x 0 Argentina, em 1990

A Copa do Mundo de 1990 começou com uma grande surpresa. A Argentina era a atual campeã mundial, contava com Diego Maradona e enfrentava Camarões, seleção que ainda buscava seu primeiro triunfo em Mundiais.

O cenário indicava uma vitória argentina, mas os camaroneses fizeram uma partida de enorme entrega defensiva. François Omam-Biyik marcou de cabeça no segundo tempo e assegurou o triunfo por 1 a 0.

Camarões terminou o jogo com dois jogadores expulsos, mas resistiu à pressão argentina. A vitória ajudou a equipe africana a ganhar confiança para avançar até as quartas de final, tornando-se a primeira seleção da África a chegar a essa fase de uma Copa do Mundo.

A Argentina, por sua vez, se recuperou durante o torneio e terminou como vice-campeã, após perder a final para a Alemanha Ocidental.

Senegal 1 x 0 França, em 2002

Senegal 1 x 0 França, em 2002

A França chegava à Copa do Mundo de 2002 como atual campeã mundial e europeia. Com jogadores como Thierry Henry, Zinedine Zidane, Patrick Vieira e David Trezeguet, a seleção francesa era uma das favoritas ao título.

No jogo de abertura, porém, enfrentou Senegal, uma equipe estreante em Copas. O atacante Papa Bouba Diop marcou o gol da vitória africana por 1 a 0, em uma partida que surpreendeu o mundo.

O resultado foi ainda mais significativo porque Senegal tinha vários atletas que atuavam no futebol francês. A equipe africana seguiu adiante no torneio e chegou às quartas de final, enquanto a França foi eliminada ainda na primeira fase sem marcar gols.

A vitória senegalesa mostrou novamente que o peso de uma camisa não garante resultado em um campeonato curto como a Copa do Mundo.

Arábia Saudita 2 x 1 Argentina, em 2022

Arábia Saudita 2 x 1 Argentina, em 2022

A vitória da Arábia Saudita sobre a Argentina, na Copa do Mundo de 2022, no Catar, entrou imediatamente para a lista das maiores zebras do torneio.

A Argentina chegava embalada por uma sequência de 36 jogos sem derrota, além de ter conquistado a Copa América de 2021. Liderada por Lionel Messi, era apontada como uma das principais favoritas ao título.

Messi abriu o placar de pênalti no primeiro tempo, mas a Arábia Saudita voltou do intervalo com postura agressiva. Saleh Al-Shehri empatou, e Salem Al-Dawsari marcou um belo gol para virar a partida.

O triunfo por 2 a 1 interrompeu a longa invencibilidade argentina e causou grande repercussão mundial. Curiosamente, a Argentina conseguiu se reorganizar após o revés e terminou campeã da Copa, vencendo a França na final.

Por isso, a zebra saudita ganhou um significado especial: foi uma derrota inesperada, mas que não impediu a Argentina de conquistar o principal título do futebol mundial.

Por que as zebras são tão importantes na Copa?

As zebras ajudam a explicar por que a Copa do Mundo é diferente de outros torneios. Em uma competição curta, uma equipe bem organizada pode superar um adversário tecnicamente superior em uma partida específica.

Além disso, fatores como pressão, ansiedade, adaptação ao país-sede, erros individuais e eficiência nas chances criadas podem alterar completamente o roteiro esperado. Uma seleção favorita pode dominar a posse de bola e ainda assim perder para um rival que aproveita melhor os poucos ataques que tem.

Essas histórias mostram que o futebol não é decidido apenas pela tradição, pelos títulos anteriores ou pelo valor dos jogadores. É justamente essa possibilidade de surpresa que faz milhões de pessoas acompanharem cada jogo acreditando que, em algum momento, mais uma zebra pode acontecer.