Andando pelo centro de Málaga, em menos de dez minutos passei por uma placa do Museu Picasso, outra do Centre Pompidou e ainda esbarrei com uma fachada listrada de igreja que parecia mais obra de arte do que templo religioso. Não sei se foi coincidência de trajeto ou se a cidade realmente concentrou tanta coisa cultural num raio tão pequeno assim de propósito. Mas, eu acredito que para quem curte história e museus em geral, Málaga pode ser o destino perfeito!

A história de Pablo Picasso em Málaga
Pablo Picasso nasceu em Málaga em 1881 e saiu de lá ainda criança, então por muito tempo a cidade não tinha exatamente um vínculo forte, em termos de patrimônio físico, com o pintor mais famoso que já produziu.
Isso mudou principalmente a partir dos anos 2000, quando a Fundação Picasso e o museu dedicado à sua obra se consolidaram no centro histórico, ocupando um palácio do século dezesseis reformado especificamente para abrigar a coleção. Hoje é praticamente impossível pensar em Málaga sem associar a cidade ao nome dele, mesmo sabendo que boa parte da carreira do artista aconteceu longe dali, principalmente na França.
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Pompidou fora de Paris, literalmente debaixo d’água
O que me deixou mais curiosa foi ver o letreiro do Centre Pompidou Málaga, já que sempre associei esse nome exclusivamente a Paris. Acontece que, em 2015, o museu parisiense abriu sua primeira sede fora da França justamente em Málaga, instalada num cubo de vidro colorido no porto da cidade, com boa parte da estrutura descendo abaixo do nível do mar.
Foi uma aposta de internacionalização cultural que ajudou a reposicionar Málaga no mapa europeu de arte contemporânea, competindo por atenção com cidades bem maiores.
Por que uma cidade decide investir tanto em museus?
Todos esses museus presentes em uma cidade não é por acaso. Na verdade, existe uma lógica econômica clara por trás dessa concentração cultural, cidades espanholas de porte médio, historicamente dependentes de turismo de praia e sol, perceberam nas últimas décadas que diversificar a oferta cultural ajuda a atrair um público disposto a gastar mais e a visitar fora da alta temporada de verão. Málaga parece ter apostado pesado nessa estratégia, somando aos museus internacionais uma quantidade significativa de espaços menores dedicados a arte contemporânea, fotografia e design.
Málaga tem construções e vitrais impressionantes

Ao andar de forma despretenciosa por Málaga, você poderá encontrar igrejas monumentais e vitrais com desenhos minuciosos e incríveis. É o que eu sempre falo, a melhor forma de você conhecer afundo um lugar é realmente colando o pé na rua e caminhando. Ao entrar pelos becos e caminhos da cidade, você irá se deparar com construções dignas de fotografia. Acredite, nós aproveitamos para tirar muitas fotos.

Málaga tem esse efeito de acumular camadas culturais numa área geográfica relativamente pequena, o que facilita bastante para quem tem pouco tempo disponível mas quer ver muita coisa diferente.
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O Museu Picasso, o Centre Pompidou, o Mercado de Atarazanas e até essa rua com fachadas e vitrais incríveis ficam dentro de uma caminhada de meia hora entre um ponto e outro. Para quem está organizando uma parada rápida na Costa del Sol, vale reservar pelo menos um dia inteiro só para essa parte cultural da cidade, sem pressa de correr direto para a praia.
