Criar a própria realidade existe mesmo? O que a física explica de verdade

Criar a própria realidade existe mesmo? O que a física explica de verdade
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A ideia de que dá para “criar a própria realidade” usando umas noções da mecânica quântica tem aparecido bastante nas redes sociais. Isso acaba gerando muita curiosidade, mas também um monte de perguntas. Mas, até onde isso é pura ciência e onde começa a interpretação pessoal? Conseguir separar uma coisa da outra é essencial, assim a gente consegue pegar o que realmente serve e não se perder em promessas que não se sustentam.

A mecânica quântica é aquela parte da física que se debruça sobre partículas bem, bem pequenas, coisas como elétrons e fótons. Lá nesse micro-mundo, as regras são outra história, bem diferentes do que a gente vê no nosso cotidiano. Um dos conceitos que mais se fala é o tal do “colapso da função de onda”, que, de uma forma mais fácil de entender, mostra como uma partícula pode ter várias “opções” de existência até o momento em que a gente a mede.

E é exatamente nesse ponto que a coisa começa a se ramificar em várias interpretações que viram moda por aí. Tem quem diga que o “observador” teria a capacidade de mudar a realidade, só com a força da mente. Mas, dentro da ciência mesmo, esse “observador” não precisa ser alguém pensando, pode ser qualquer tipo de interação física que cause uma medição. Quer dizer, a noção de que só o nosso pensamento pode moldar o mundo que a gente toca não vem direto dos estudos de mecânica quântica.

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O real poder dos seus pensamentos

Agora, isso não quer dizer que o jeito que a gente pensa não faz diferença. Tem um elo bem importante, e bem real, que une tudo isso à nossa vida, e ele passa pela nossa percepção e pelo nosso comportamento humano. Nossas ideias têm um peso nas nossas escolhas, no que sentimos e, por tabela, nas coisas que fazemos. E essas ações, sim, estas de verdade, moldam diretamente a realidade que a gente constrói em volta da gente.

Você sabe realmente o que quer?

Pense bem: quando a gente decide de forma clara o que quer, tipo mudar de trabalho, cuidar melhor da saúde ou aprofundar um relacionamento , nosso cérebro automaticamente começa a prestar mais atenção nas coisas que importam para aquilo. Na psicologia, isso tem nome: “atenção seletiva”. É quase como se, de repente, você começasse a ver chances que antes simplesmente não apareciam no seu radar. Não tem nada de mágica nisso, é apenas o cérebro trabalhando do jeito dele.

A nossa vibração conta?

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De forma indireta, a nossa vibração tem importância quando se trata de criar a nossa própria realidade. Foto: Viajantes do Futuro.

Uma outra coisa que a gente ouve muito falar é sobre “frequência” ou “vibração”. Olha, na física esses termos têm um significado bem específico, mas no nosso dia a dia, eles funcionam mais como um jeito de falar sobre como a gente está se sentindo, tanto na mente quanto nas emoções. Quem consegue manter as emoções mais no lugar e um pensamento mais positivo, geralmente age com mais nitidez, não desiste tão fácil e tem mais segurança. E isso, claro, acaba dando mais chances de conseguir as coisas de verdade.

Por que os obstáculos parecem aparecer de repente?

A gente também escuta muito que, quando tentamos mudar algo na nossa vida, logo nos primeiros dias aparecem os obstáculos. Em vez de achar que é alguma “interferência de energia”, é mais inteligente ver isso como parte natural de um processo de adaptação. Nosso cérebro gosta do que já conhece, do padrão, e meio que briga com as novidades. É normal sentir dúvida, ficar inseguro e se sentir meio desconfortável; tudo isso faz parte de qualquer transição.

O jeito que a gente lida com esses momentos muda tudo. Se a gente larga um objetivo logo nas primeiras pedras no caminho, só estamos fortalecendo o que já fazíamos antes. Mas, se a gente insiste, ajusta o plano, o cérebro começa a fazer novas ligações, tanto na forma de pensar quanto de agir. E essa é uma das bases mais importantes para qualquer mudança de verdade: ser constante.

Como lidar com a ideia de criar a própria realidade na prática?

No dia a dia, para lidar com essa ideia de “criar a própria realidade”, a gente precisa de coisas concretas. Começa por saber, com clareza, o que você realmente quer. Metas muito soltas só atrapalham o avanço. Depois disso, o essencial é que suas ações estejam alinhadas com aquilo que você busca. Não adianta só ficar imaginando, tem que fazer coisas que realmente batam com o que você quer conquistar.

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Aprenda a lidar com as emoções

Um outro ponto fundamental é aprender a lidar com as nossas emoções. Fingir que os problemas não existem ou, como algumas teorias dizem, “não reagir ao mundo físico”, pode acabar te prejudicando bastante. Os problemas estão aí, e a gente precisa encará-los. A grande questão é o jeito que a gente resolve: com desespero, ou com um bom plano?

Aquela “indiferença” que se comenta por aí, talvez seja melhor entender como um equilíbrio emocional mais saudável. Não é sobre ignorar o que está acontecendo, mas sim não deixar que cada dificuldade tire você do seu eixo totalmente. É mais uma forma de manter a firmeza, não de fugir da realidade.

E tem mais: os hábitos que a gente tem todo dia contam demais. Coisas pequenas, feitas sempre, dão muito mais resultado do que aquelas grandes viradas que acontecem de vez em quando. Serve para estudar, para trabalhar, para a saúde, para tudo na vida. Ser constante é algo que decide muito mais o jogo do que qualquer ideia que a gente não consegue pegar.

A importância do ambiente em que estamos inseridos

Tem também a questão do ambiente onde a gente está. As pessoas com quem a gente convive, o que a gente consome de conteúdo, tudo que nos cerca, isso tudo afeta diretamente o que pensamos e como agimos. Mudar um pouco esse ambiente pode dar uma força, ou complicar um bocado, na hora de construir algo novo. Isso vai desde o tipo de informação que você deixa entrar, até as relações que cultiva no dia a dia.

Por que ter um pé sempre atrás?

Por último, mas não menos importante, a gente precisa sempre ter um pé atrás, um olhar crítico. A mecânica quântica é um campo da ciência que é bem complexo, e não dá pra simplificar tanto a ponto de querer justificar qualquer teoria que não tenha fundamento. Mesmo assim, as ideias que surgem dela podem ser ótimas metáforas para a gente pensar sobre a própria vida, contanto que usemos isso com bom senso.

Criar a própria realidade, de verdade, tem muito mais a ver com saber quem a gente é, ter disciplina e conseguir se adaptar, do que com coisas que a gente não pode ver. Nossos pensamentos empurram as ações, as ações trazem resultados, e esses resultados, então, montam a nossa realidade. É um ciclo que a gente pode tocar, ver e que está ao alcance de todo mundo.

Então, em vez de ficar esperando uma mudança do dia para a noite ou que algo “colapse” de repente, o jeito mais tranquilo e eficiente é colocar energia em ter objetivos claros, controlar bem as emoções e agir com consistência. É assim que, devagarinho, aquilo que era só uma ideia para uma nova realidade, se torna de fato algo concreto.