Quanto custa viajar para Sifnos, na Grécia, saindo do Brasil?

Cássia Alves

setembro 28, 2026

Quanto custa viajar para Sifnos, na Grécia, saindo do Brasil
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Sifnos pode até não ser uma ilha muito famosa, porém, com certeza é uam ilha que vale a sua visita. Apenas algumas fotos já são o suficiente para você se apaixonar. Mas, a pergunta que fica é: quando custa viajar para Sifnos?

Todos nós já sabemos que viajar para as ilhas gregas não costumam ser nada barato. Mas se planejando bem, há formas de economizar.

Antes de mais nada, é importante saber que Sifnos não tem aeroporto próprio, o que muda um pouco a lógica de planejamento financeiro em relação a ilhas gregas mais conhecidas. Antes de fechar as contas da viagem, vale entender exatamente por onde o dinheiro vai passar, do voo internacional até a balsa que leva à ilha.

O primeiro trecho normalmente é o internacional, do Brasil até Atenas

Se você já foi à Grécia, ou já deu uma olhada nas passagens, já deve saber que não existe voo direto do Brasil para a Grécia. A rota mais comum passa por Atenas, com conexão em alguma cidade europeia ou do Oriente Médio.

Cotações recentes mostram que, saindo de São Paulo, é possível encontrar passagens de ida e volta a partir de cerca de R$ 4.300 a R$ 5.500 em períodos de baixa ou média demanda.

Enquanto isso, saindo de outras capitais brasileiras, como Brasília ou Fortaleza, os valores de partida costumam ficar entre R$ 6.000 e R$ 9.000, variando bastante conforme antecedência de compra e época do ano. Porém, em alguns casos compensa pegar um voo das demais capitais brasileiras até São Paulo e de São Paulo pegar o voo internacional, é o que a gente costuma fazer.

Na alta temporada europeia, de junho a agosto, justamente quando Sifnos está no seu melhor momento,os preços tendem a subir de forma significativa. Principalmente se for em julho, que é o único mês no qual ainda não encontramos bons preços.

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Como ir de Atenas até Sifnos?

Vista na nossa chegada de balsa a Sifnos à noite.
Vista na nossa chegada de balsa a Sifnos à noite.

Diferente de outras ilhas cicládicas maiores, como já falamos por aqui, Sifnos não tem aeroporto, então o único caminho a partir de Atenas é de balsa, saindo do porto do Pireu.

A travessia varia bastante conforme a empresa e o tipo de embarcação: balsas convencionais levam entre 3 e 5 horas, enquanto embarcações mais rápidas (hidrofólios) fazem o trajeto em cerca de 2h30.

Os preços de ida ficam, em geral, entre 40 e 70 euros por pessoa em classe econômica, podendo passar de 100 euros dependendo da empresa e da antecedência da compra. No verão, a frequência de saídas aumenta bastante, chegando a mais de uma dezena de opções semanais, enquanto no inverno as opções se reduzem a poucas partidas por semana.

Vale reservar a balsa com antecedência, especialmente entre junho e agosto, quando a demanda por essa rota sobe consideravelmente e os assentos mais baratos se esgotam rápido.

Hospedagem, de pousada simples a suíte com piscina de borda infinita

Sifnos oferece desde pousadas simples em Apollonia e Kastro até pequenos hotéis boutique com vista para o mar, muitos deles com piscinas voltadas para os vales e vilarejos da ilha. Os preços variam bastante conforme a proximidade do mar e a época do ano, com valores consideravelmente mais altos durante julho e agosto, os meses de pico de procura na ilha.

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A comida em tavernas locais custam bem menos que restaurantes de praia

Taverna em Sifnos.
Taverna em Sifnos.

Um dos pontos positivos de Sifnos é que boa parte da experiência gastronômica mais marcante — revithada, mastelo, queijos locais, é servida em tavernas familiares com preços bem mais acessíveis do que restaurantes voltados especificamente para turistas nas zonas de praia mais badaladas. Reservar ao menos uma refeição de domingo numa taverna local para provar a revithada tradicional é, além de mais barato, também mais autêntico.

O que é gratuito (e vale muito a pena)

Boa parte dos principais atrativos de Sifnos não custa nada além do próprio deslocamento: caminhar pelas ruelas brancas de Apollonia, visitar a Capela dos Sete Mártires em Kastro, andar pelas trilhas que cruzam a ilha, ou simplesmente assistir ao pôr do sol em algum ponto alto perto de Kastro.

Os gastos mais relevantes de passeio costumam se concentrar em museus (como o Museu Arqueológico de Kastro ou o Museu de Cerâmica em Artemonas), aluguel de carro ou scooter para explorar vilarejos mais distantes, e claro, compras de cerâmica local, que também variam bastante de preço conforme o tipo de peça e a oficina de origem.

Juntando as contas

Somando passagem internacional, balsa até a ilha, hospedagem, alimentação e alguns passeios pagos, uma viagem de cerca de uma semana para duas pessoas, com planejamento equilibrado, tende a ficar hoje numa faixa de aproximadamente R$ 15.000 a R$ 22.000 no total, com a passagem aérea internacional representando a maior fatia desse valor, seguida de perto pela hospedagem na alta temporada.

Viajar fora de julho e agosto, reservar a balsa com antecedência e priorizar tavernas locais em vez de restaurantes turísticos são as formas mais diretas de reduzir esse custo sem abrir mão da experiência.