Recentemente, a espaço ganhou vuma visibilidade maior no cenário mundial com a nova missão do homem à Lua. Mas, você já se perguntou como o tempo passa para os astronautas? Será que eles veêm o tempo de uma forma diferentes?
A verdade é que aqui na Terra, o tempo parece bem simples. O dia amanhece, você acorda, depois vem a tarde e a noite chega. Assim, nós seguimos esse ritmo de maneira até quase mecânica. Acordamos de manhã, trabalhamos, estudamos, almoçamos, descansamos e dormimos quando escurece.
Mas, o que muitos não sabem é que, pra quem está no espaço, a coisa é bem diferente. Lá fora, principalmente na Estação Espacial Internacional, o tempo não é guiado pelo nascer e pôr do sol.
Os astronautas veem o tempo de outro jeito. Isso porque tudo ao redor deles muda muito mais rápido. Por exemplo, em vez de ter só um dia e uma noite a cada 24 horas, eles podem ver o Sol nascer e se pôr várias vezes no que seria um dia nosso.
Mas, como assim?
Isso acontece porque a Estação Espacial Internacional dá uma volta na Terra em mais ou menos 90 minutos. Ou seja, os astronautas passam por muitos momentos de luz e escuridão em pouco tempo.
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Um dia completamente diferente de um simples dia comum
Aqui na Terra, o ciclo de 24 horas está bem ligado à nossa vida. Nosso corpo se acostumou, por milhares de anos, a funcionar com a troca entre claro e escuro. Quando o dia clareia, o corpo entende que é hora de acordar. Quando escurece, ele começa a se preparar pra dormir. É o que chamamos de ciclo circadiano.
No espaço, essa referência natural fica toda bagunçada. Na nave espacial, os astronautas veem uns 16 nasceres e pores do sol em um dia só. Pra qualquer um, isso seria incrível de ver. Mas, você já parou para pensar no que isso representa para o corpo humano? Isso, pode ser um problema. Pense só um pouco, como saber a hora de dormir se o Sol aparece e some toda hora?
Mas calma, foi pensado em uma estratégia para resolver a situação da passagem do tempo para os astronautas. E é por isso que eles não organizam a vida só olhando pela janela. Eles seguem horários certinhos, quase sempre baseados num padrão de tempo que as equipes na Terra usam.
O relógio continua importante no espaço

Mesmo lá em cima, os astronautas têm agenda. Eles têm hora pra acordar, fazer experimentos, cuidar da estação, se exercitar, falar com a família e dormir. A rotina é bem planejada porque, no espaço, erros pequenos podem estragar tarefas importantes.
Ou seja o relógio é a base de tudo! É ele que, no meio de um tempo que parece louco, lembra os astronautas de que há um tempo e uma rotina a ser seguida. Mesmo em um lugar que não tem “manhã” nem “noite” como a gente conhece.
Mas, há um outro alliado nessa missão. Por exemplo, a luz artificial também ajuda muito. Em algumas partes da estação, sistemas de luz conseguem imitar diferentes momentos do dia. Isso ajuda o corpo a saber quando é hora de ficar alerta e quando é hora de ir mais devagar.
O tempo também passa diferente para o corpo
Além da rotina, tem outra coisa interessante: pela física, o tempo pode mesmo passar um pouco diferente para os astronautas. Isso tem a ver com a teoria da relatividade do Albert Einstein. Falando de um jeito simples, quanto mais rápido algo se mexe, mais devagar o tempo passa pra ele, comparado com quem está parado em outro lugar.
Por exemplo, uma nave voa muito rápido em volta da Terra. Por causa disso, os astronautas sentem um efeito bem pequeno, chamado dilatação do tempo. Ou seja, numa missão, eles podem envelhecer uma fração de segundo menos do que quem ficou aqui na Terra.
Pode até parecer algo bom, mas é bom não exagerar nessa ideia. Não é viagem no tempo como a gente vê nos filmes. A diferença é muito pequena e não muda em nada a vida prática do astronauta.
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A distância muda a sensação de passagem do tempo
Existe também um ponto importante, para um astronauta, o tempo também pode parecer diferente por causa das emoções. Ficar longe da família, dos amigos e da vida normal na Terra muda como a gente sente os dias. Uma missão pode durar meses, e mesmo com vídeo chamadas e mensagens, a distância é pesada.
Alguns momentos podem passar rápido, ainda mais quando a agenda está cheia de coisas pra fazer, pesquisas e manutenção. Outros podem parecer mais longos, principalmente quando bate a saudade ou na fase de adaptação. Assim como aqui na Terra, o jeito que a gente vê o tempo não depende só do relógio, mas também de como a gente está se sentindo.
Agora, pare para pensar. Existe um contraste interessante também. Pela janela, os astronautas veem a Terra inteira passando lá embaixo: oceanos, desertos, cidades, nuvens e tempestades. Em poucos minutos, eles cruzam lugares que demoraríamos anos para atravessar.
Mesmo isso parecendo ser algo incrível, os astronautas ainda sim têm que se lembrar da rotina extremamente controlada e planejada minuto a minuto.
O tempo no espaço exige disciplina
Viver no espaço significa lidar com um lugar que não é feito pro nosso corpo. Sem a gravidade que a gente tem na Terra, os astronautas precisam se exercitar todo dia pra não perder músculo nem osso. Eles também precisam seguir horários bem certinhos pra comer, descansar e trabalhar.
Essa disciplina ajuda a cuidar da saúde do corpo e da mente. Quando o ambiente lá fora não dá as pistas de tempo que a gente tem naturalmente, a rotina vira a referência. O calendário, o relógio e a luz artificial se tornam ferramentas muito importantes pra manter a vida em ordem.
