Quem viaja muito, sabe como é: filas enormes, demora na revista, conferência de documento, raio-x da mala… e a impressão de que o tempo passa voando lá dentro. Muita gente acha essa a pior parte da viagem. A questão é: será que isso vai acabar mesmo ou é só cena de filme?
A real é que as filas não vão sumir de vez, mas tudo indica que vão diminuir bastante nos próximos anos. E não é promessa! Já tem testes e novidades rolando em vários países para deixar tudo mais rápido, fácil e digital.
A tecnologia como amiga
A tecnologia é que está mudando tudo. Reconhecimento facial, leitura de retina e digital estão substituindo os documentos em papel. Em vez de mostrar passaporte e passagem toda hora, o passageiro usa o rosto para se identificar.
A IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo) apoia a ideia de One ID há tempos. A pessoa faz um cadastro antes de viajar e, depois, consegue circular pelo aeroporto quase sem precisar falar com ninguém. Check-in, mala, segurança e embarque viram uma coisa só.
Em Singapura, no Aeroporto de Changi, isso já é realidade. Lá, os passageiros fazem quase tudo sozinhos, com bem menos fila do que em outros lugares.
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Segurança mais rápida (e esperta)
A parte mais complicada das filas é a segurança. Mas é aí que as mudanças são mais notáveis. Os aparelhos novos conseguem escanear as malas sem precisar tirar notebook e líquidos, diminuindo bastante o tempo de inspeção.
Lá nos States, a TSA está testando uns aparelhos de raio-x mais modernos em aeroportos cheios. O resultado? Menos fila e gente menos estressada.
E tem também os programas de viajantes frequentes, tipo o CLEAR, que usam a digital para passar mais rápido pela segurança. Quem viaja sempre vai sentir essa diferença primeiro.
O que as companhias aéreas têm a ver com isso?
As empresas aéreas também ajudam nessa. Check-in online, etiquetas de bagagem eletrônicas e aplicativos completos diminuem a burocracia.
Tem empresa já usando robôs para despachar mala e portões de embarque que reconhecem o rosto do passageiro, sem precisar de funcionário. Assim, diminui a chance de erro, aumenta a segurança e, claro, acaba com as filas.
Por que as filas ainda não sumiram de vez?
Apesar de tudo isso, ainda tem uns problemas. Um deles é que cada país tem suas regras para entrar, sair e proteger os dados das pessoas. O que funciona bem na Ásia pode demorar anos para ser aprovado na Europa ou aqui na América do Sul.
Outra coisa é que muita gente não se sente à vontade de dar informações como a digital, ainda mais hoje em dia, que a gente se preocupa tanto com a privacidade. Os governos e as empresas precisam ser transparentes e garantir que esses dados estão seguros para as pessoas confiarem.
E também tem os aeroportos antigos, que precisam gastar dinheiro e tempo para se modernizar.
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Como vai ser viajar no futuro?

Apostam que, no futuro, a gente vai chegar no aeroporto já identificado. Despachar a mala vai ser rapidinho, a segurança quase não vai ser notada e o embarque vai acontecer direto, sem fila.
As filas não vão sumir totalmente, mas não vão ser tão comuns. Só em horários de pico ou se acontecer algum problema.
Então, vamos parar de pegar fila?
Ainda não dá para dizer que não vamos mais ver fila nenhuma. Mas a gente está indo para lá. Com reconhecimento facial, robôs e outras tecnologias, viajar vai ser mais fácil e agradável. E, por incrível que pareça, com menos gente para te atender.
Para quem viaja, isso significa menos preocupação, menos atraso e mais tempo para curtir. E quem gosta de viajar sabe que é um alívio!
Se hoje a gente reclama das filas, tomara que, daqui a uns anos, elas sejam só uma lembrança engraçada de como era viajar antigamente.
