Viajar para o espaço era coisa de astronauta da NASA ou da Roscosmos, gente muito bem treinada. Mas isso começou a mudar com o turismo espacial. Agora, empresas privadas estão tornando o sonho de dar uma escapadinha da Terra possível, mesmo que só para alguns. Mas, afinal, quem pode ir?
O que é o turismo espacial?
Turismo espacial é quando pessoas normais, sem experiência em voos espaciais, pagam para viajar para o espaço. Pode ser um voo rápido, só para passar da linha de Kármán (a 100 km de altura), ou algo mais longo, como ficar na Estação Espacial Internacional, ou em alguma estação que ainda vai ser construída.
Três empresas estão liderando essa área: Blue Origin, do Jeff Bezos; Virgin Galactic, do Richard Branson; e SpaceX, do Elon Musk. A Virgin Galactic e a Blue Origin fazem voos curtinhos, que dão aos passageiros a sensação de gravidade zero e uma vista incrível da Terra. Já a SpaceX está focando em viagens mais longas, que dão a volta no planeta, e até viagens para a Lua.
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Quem poderá viajar para fora da Terra?

Apesar de todo o entusiasmo, nem todo mundo pode ir. O problema é o preço. Um lugar num voo desses mais rápidos pode custar de 250 mil a 500 mil dólares. Uma viagem dessas maiores pode custar milhões. Então, por enquanto, só quem tem muito dinheiro pode se dar ao luxo de ir.
Não é só ter dinheiro, tem que estar em forma. Os turistas espaciais precisam passar por exames e treinos, porque o corpo sofre durante o lançamento e a volta, e também tem que lidar com a falta de gravidade.
A idade também importa. Algumas empresas estão deixando pessoas mais velhas irem, desde que estejam saudáveis. Isso aumenta o número de pessoas que podem viajar, mas ainda é difícil para quem tem problemas de coração, de respiração ou outras doenças sérias.
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O turismo espacial será mais acessível?
A expectativa é que o turismo espacial fique mais barato no futuro. As coisas novas costumam ser caras no começo, mas ficam mais acessíveis com o tempo. Foi assim com os voos comerciais. Se os custos para lançar os foguetes diminuírem, e tivermos mais voos, pode ser que, em alguns anos, pessoas da classe média alta consigam viajar para o espaço.
Ainda temos alguns problemas para resolver. Precisamos ter certeza de que tudo é seguro, criar regras internacionais e pensar no impacto que os lançamentos têm no meio ambiente. Também precisamos discutir se vale a pena gastar tanto dinheiro com turismo espacial, enquanto temos problemas mais urgentes aqui na Terra.
Por fim, o turismo espacial já é realidade, porém, hoje só os ricos e saudáveis podem ir. Mas, com a tecnologia avançando, e mais empresas entrando no negócio, talvez mais pessoas possam viajar no futuro. Vamos ver se sair da Terra vai ser para todos, ou só para alguns privilegiados.

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