Quantas pessoas já foram ao espaço? A verdade que poucos conhecem

Cássia Alves

maio 12, 2026

Quantas pessoas já foram e morreram no espaço? A verdade que poucos conhecem
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Desde o tempo em que a gente começou a olhar o céu com um pingo de curiosidade, sair da Terra parecia coisa de outro mundo, algo impossível de verdade. Mas em 1961, a história mudou de figura: Yuri Gagarin foi o primeiro a ir para o espaço, e ali começou uma nova fase. A partir desse dia, a exploração espacial deu um salto enorme, trazendo avanços que deixam a gente de queixo caído, mas também mostrando que os riscos são reais e, em alguns momentos, podem ser fatais.

Quantas pessoas, afinal, já conseguiram ir para o espaço?

Ao longo de mais de sessenta anos, o número de gente que viajou além da nossa atmosfera não parou de crescer. Hoje, a conta é que por volta de 700 seres humanos já fizeram essa viagem. Entre eles, estão os astronautas da NASA, os cosmonautas russos da Roscosmos, os taikonautas chineses da CNSA e, agora, também civis que embarcam em voos comerciais, como os da SpaceX.

Mesmo que setecentos pareça um número considerável, isso ainda é uma fatia minúscula da população do planeta. Ir para o espaço continua sendo algo raro, uma experiência para profissionais altamente preparados ou para quem tem acesso a programas espaciais bem específicos. Mas com a tecnologia avançando e o turismo espacial pegando fôlego, a tendência é que mais gente consiga fazer essa viagem nos próximos anos.

Mas e as perdas? Quantos astronautas acabaram morrendo, e o que houve em cada caso?

Mas e as perdas? Quantos astronautas acabaram morrendo, e o que houve em cada caso?
Saiba quantas missões já falharam ao tentarem ir ao universo. Foto: Viajantes do Futuro.

O espaço é um lugar brutal, não dá pra negar. Mas se olharmos a história, o número de perdas, considerando o risco, até que não é tão alto. No total, uns 20 astronautas e cosmonautas perderam a vida em missões espaciais ou em testes que estavam diretamente ligados a elas.

Lá em 1967, tivemos uma das primeiras tragédias na missão Apollo 1. Três astronautas morreram quando um fogo começou dentro da cabine, durante um ensaio que ainda estava em solo. As chamas se espalharam rapidinho, já que o ambiente era rico em oxigênio, e a escotilha da cápsula não abriu a tempo. Esse acidente chocou o mundo e fez com que os protocolos de segurança mudassem bastante.

Depois, a missão Soyuz 11, em 1971, também foi um baque. Nesse caso, três cosmonautas morreram na volta para a Terra, por causa de uma falha que fez a cápsula perder a pressão. O ar escapou em segundos, e eles ficaram sem oxigênio. Esse é o único registro de seres humanos que morreram, de fato, lá no espaço.

Anos depois, os ônibus espaciais americanos tiveram duas perdas enormes que marcaram a história. Em 1986, a Challenger explodiu logo depois de decolar, e sete astronautas morreram. Já em 2003, o Columbia se desintegrou quando estava reentrando na atmosfera, também levando a vida de sete tripulantes. Esses acidentes mostraram bem claro como as etapas de lançamento e de retorno são as mais delicadas.

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Mas por que esses acidentes acabam acontecendo?

O que a gente vê é que a maioria das perdas não rolou enquanto estavam lá em cima, em órbita. Geralmente, acontece em momentos bem pontuais da missão: na hora do lançamento ou na reentrada. Na hora de decolar, com tanto combustível, qualquer erro vira uma explosão na hora. Já para voltar, a nave tem que aguentar temperaturas altíssimas por causa do atrito com o ar da atmosfera.

E mais, falhas técnicas, por menores que sejam, lá em cima ganham uma proporção gigantesca. O que aconteceu na Soyuz 11 é um exemplo de como um simples problema na vedação pode virar uma situação sem volta. No espaço, não existe margem para erro; um probleminha qualquer pode virar uma emergência de vida ou morte em segundos.

E por que, então, com tantos perigos, o número de mortes é tão baixo assim?

Apesar de todos os riscos, especialistas dizem que o número de perdas é, sim, baixo. Isso vem da preparação que os astronautas têm e da tecnologia que as missões usam. Antes de sequer sonharem em ir para o espaço, esses profissionais passam anos em treinos super intensos, com simulações de emergência e testes físicos e psicológicos muito rigorosos.

E não para por aí: as naves de hoje são pensadas com vários sistemas de segurança. Isso quer dizer que, se um sistema falhar, outro pode entrar em ação e assumir a função. E cada acidente que aconteceu ao longo da história virou uma lição aprendida, que eles usaram nas próximas missões para deixá-las sempre mais seguras.

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E daqui para a frente, o risco de mais perdas ainda existe?

Por mais que a gente evolua, o risco nunca vai sumir de vez. O espaço continua sendo aquele ambiente que testa tudo ao extremo: radiação forte, falta de gravidade, e a gente totalmente dependente da tecnologia. Agora, com mais empresas privadas entrando nessa e o aumento das missões comerciais, mais gente vai ter acesso ao espaço, o que, de certa forma, pode aumentar a chance de exposição ao risco.

Mas, veja bem, cada nova missão leva consigo décadas de conhecimento que foram sendo juntados e melhorias contínuas na segurança. A exploração espacial segue em frente, empurrada por essa vontade humana de descobrir o que está lá fora, o desconhecido.

No balanço final, a história da exploração espacial é uma mistura de coragem e sacrifício. Umas 700 pessoas já deixaram a Terra, e umas 20 delas perderam a vida nesse caminho. Esses números mostram que, por mais que o risco esteja ali, o esforço para diminuí-lo é constante, e cada passo dado no espaço é, também, um passo para um futuro mais seguro e mais distante para toda a humanidade.