Sempre imaginamos como seria o mundo daqui a cem anos. Por muito tempo, coisas que pareciam impossíveis, como voar de avião, conversar por vídeo com alguém longe ou ter um computador no bolso, viraram realidade. Pra quem viveu no passado, isso parecia coisa de filme.
Hoje, cientistas de várias áreas tentam adivinhar o que pode mudar nos próximos cem anos. Claro que ninguém tem bola de cristal, mas já existem tecnologias e pesquisas que indicam grandes mudanças em como a gente vive, trabalha, viaja e se cuida.
Algumas dessas previsões são animadoras, outras mostram desafios grandes. O futuro não depende só do que a ciência descobrir, mas também das escolhas que a gente fizer como sociedade.
O que deve acontecer de novidade na ciência em 100 anos?
A medicina pode fazer a gente viver muito mais
A medicina é uma das áreas que mais deve avançar. Pesquisadores já estão criando tratamentos genéticos, terapias com células e formas de achar doenças bem antes dos sintomas.
É provável que os exames fiquem mais exatos e feitos sob medida pra cada um. Com a ajuda da inteligência artificial, os médicos vão poder descobrir riscos de doenças mais cedo e indicar o melhor tratamento para cada paciente.
Muitos cientistas acham que a gente vai viver mais. Não que seremos imortais, mas as próximas gerações devem chegar a idades bem avançadas e com mais saúde. Doenças complicadas de hoje, tipo certos cânceres, Alzheimer e Parkinson, podem ter tratamentos bem melhores ou até serem evitadas.
A inteligência artificial vai estar em quase tudo
A inteligência artificial já está no nosso dia a dia, mas os especialistas acham que ela vai aparecer muito mais nos próximos anos.
Esses sistemas inteligentes vão ajudar em tarefas difíceis, como dar diagnósticos médicos ou até gerenciar cidades inteiras. Casas, carros, empresas e aparelhos de casa vão poder funcionar juntos, aprendendo o tempo todo com o que a gente faz.
Ao mesmo tempo, surgem discussões importantes sobre privacidade, segurança na internet e o que isso significa para o trabalho. Muitas profissões vão mudar bastante, e as pessoas precisarão de novas habilidades. Vários pesquisadores dizem que, em vez de as máquinas substituírem a gente, vamos trabalhar cada vez mais juntos com elas.
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Viajar para o espaço pode virar algo mais comum
O espaço ainda é uma grande fronteira para a ciência. Hoje, agências espaciais e empresas gastam bilhões de dólares em tecnologias para explorar lá fora.
Daqui a alguns anos, pode ser que a gente mande pessoas para Marte. Alguns especialistas acham que poderemos ter pequenas bases de pesquisa por lá.
Também pode aparecer um jeito mais barato de fazer turismo no espaço. Embora seja super caro hoje, a tecnologia pode baratear isso com o tempo.
Mais pra frente, os cientistas pesquisam tecnologias pra explorar luas de outros planetas e até partes mais distantes do nosso Sistema Solar.
As cidades serão mais inteligentes e preocupadas com o meio ambiente
O aumento da população vai continuar lotando as cidades, e isso deve acelerar o desenvolvimento das “cidades inteligentes”.
Sensores conectados vão poder acompanhar o trânsito, a luz da rua, o gasto de energia e a qualidade do ar em tempo real. Assim, dá pra gastar menos e melhorar a vida de todo mundo.
Prédios que gastam menos energia, sistemas melhores de reciclagem e transportes automáticos também estão entre as coisas esperadas para os próximos cem anos.
Cuidar do meio ambiente provavelmente será cada vez mais importante. Cientistas avisam que diminuir a emissão de gases poluentes é essencial pra lidar com as mudanças do clima.
Energia limpa deve virar o principal
Muitos pesquisadores acham que vamos usar menos combustíveis fósseis aos poucos, ao longo deste século.
Fontes renováveis, como energia solar, do vento e outras tecnologias que ainda estão surgindo, devem abastecer cada vez mais o mundo. Melhorias para guardar essa energia também podem deixar essas fontes mais eficientes e seguras.
Outra coisa que chama muita atenção é a fusão nuclear. Apesar de ainda ter desafios grandes, muitos cientistas veem nela um potencial enorme para gerar muita energia sem agredir tanto o meio ambiente.
Se tudo isso der certo, a energia pode ficar mais limpa e sustentável para bilhões de pessoas.
A genética pode mudar o jeito de tratar doenças

O estudo do DNA avança rápido. Hoje, já existem jeitos de mexer em genes em alguns testes, algo que parecia impossível há pouco tempo.
Nos próximos cem anos, especialistas acham que vai dar pra corrigir algumas doenças que a gente herda, e de um jeito mais eficiente, antes mesmo que elas apareçam.
A medicina feita sob medida para cada um também deve crescer. Em vez de tratamentos iguais pra todo mundo, os médicos vão poder olhar as características genéticas de cada pessoa pra aumentar as chances de o tratamento dar certo.
Apesar de todo o potencial, essa área também levanta questões éticas importantes sobre até onde podemos ir manipulando genes e o que isso significa para a sociedade.
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O clima vai continuar sendo um dos maiores desafios
Nem tudo que a ciência prevê para o futuro é bom. Um dos assuntos que mais preocupa os pesquisadores hoje é a mudança do clima.
Se a gente continuar emitindo muitos gases poluentes, vários estudos indicam que as temperaturas médias vão subir, teremos mais eventos climáticos extremos e os ecossistemas do mundo vão mudar.
Ondas de calor mais fortes, secas longas, enchentes e o aumento do nível do mar são alguns dos cenários que os cientistas analisam.
Por outro lado, muitos especialistas acreditam que a tecnologia e políticas ambientais melhores podem ajudar a diminuir parte desses problemas nos próximos anos.
O futuro vai depender das nossas escolhas de hoje
Quando a ciência tenta prever os próximos cem anos, não é adivinhação. As projeções vêm de pesquisas, tendências que vemos hoje e tecnologias que já estão sendo desenvolvidas.
É provável que este século traga avanços incríveis na medicina, inteligência artificial, exploração do espaço, energia e genética. Mas, ao mesmo tempo, desafios como o clima, a ética da tecnologia e como a sociedade se organiza vão pedir atenção constante.
O mais legal é que o futuro não está escrito. Toda descoberta científica abre novas portas, mas como vamos usar essas novidades depende das decisões que a humanidade tomar. Se a gente olhar o passado, os próximos cem anos podem trazer mudanças que hoje parecem tão fantásticas quanto a ficção científica parecia para quem viveu antes da gente.
