5 destinos turísticos que ficaram famosos após uma Copa do Mundo

Cássia Alves

julho 3, 2026

Destinos turísticos que ficaram famosos após uma Copa do Mundo
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A Copa do Mundo é um evento que mexe com o planeta de um jeito que poucos outros conseguem. Para quem gosta de futebol, são semanas de jogos emocionantes, mas, olhando de fora do campo, o impacto é muito maior. Milhões de pessoas passam dias vidradas na televisão e no celular, e acabam conhecendo cidades e paisagens que talvez nunca tivessem ouvido falar. De repente, estádios modernos, praias paradisíacas e centros históricos cheios de tradição aparecem no horário nobre e despertam a curiosidade de quem está assistindo do outro lado do mundo.

Muitas vezes, a Copa não cria um destino turístico do nada, mas ela tem o poder de mudar completamente a imagem que as pessoas têm de um lugar. Cidades que antes eram ignoradas pelos roteiros tradicionais de viagem passam a ser vistas como opções reais de férias. O evento traz investimentos em infraestrutura, como aeroportos novos e melhorias no transporte, mas é importante lembrar que essa fama não se mantém sozinha. Para que o turista continue voltando depois que a taça é entregue, o país precisa oferecer segurança, bons hotéis, transporte que funcione e uma divulgação que não pare quando os jogadores vão embora.

Copa da África em 2010

Copa da África em 2010

Vários lugares pelo mundo sentiram essa mudança na prática. Na África do Sul, em 2010, a Copa teve um valor simbólico muito forte por ser a primeira no continente. Cidades como a Cidade do Cabo e Joanesburgo foram mostradas para o mundo sob uma nova luz. A Cidade do Cabo, especificamente, soube aproveitar muito bem a chance. As imagens da Table Mountain e das vinícolas locais ajudaram a quebrar muitos estereótipos negativos que as pessoas tinham sobre o país. O turismo deu um salto real: o número de visitantes estrangeiros subiu de 7 milhões para mais de 8 milhões logo no ano do torneio. O país se firmou como um lugar capaz de receber grandes eventos, desde congressos até festivais culturais, mostrando que a África do Sul tinha muito mais a oferecer do que apenas o que se via nos noticiários antigos.

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Copa do Brasil em 2014

Copa do Brasil em 2014

No Brasil, em 2014, aconteceu algo parecido. Todo mundo já conhecia o Rio de Janeiro e o Carnaval, mas a Copa forçou os holofotes a virarem para outros cantos. Lugares como Manaus, Cuiabá, Fortaleza e Curitiba ganharam um espaço inédito na mídia internacional. Manaus chamou a atenção por causa da Floresta Amazônica e de seu estádio imponente, enquanto cidades como Recife e Salvador mostraram sua força cultural, arquitetônica e gastronômica. Dados do Ministério do Turismo mostraram que pessoas de mais de 200 países visitaram o Brasil naquela época, e o mais interessante é que a maioria estava aqui pela primeira vez e dizia que queria voltar. Claro que nem tudo foi perfeito, e o Brasil ainda lida com problemas de segurança e infraestrutura que dificultam o crescimento constante, mas o evento provou que o país é muito mais diverso do que os cartões-postais de sempre.

Copa na Alemanha em 2006

Copa na Alemanha em 2006

A Alemanha, em 2006, também é um caso interessante. O país já era um destino turístico consolidado na Europa, mas a Copa ajudou a passar uma imagem de um povo mais caloroso e festivo. Berlim se transformou em um grande ponto de encontro, com o Portão de Brandemburgo virando o cenário de festas enormes. Isso humanizou o país e mostrou que, além da eficiência e da história, a Alemanha era um lugar jovem e divertido para se visitar. Cidades menores ou menos famosas entre os brasileiros, como Leipzig e Colônia, também ganharam visibilidade, destacando museus, cervejarias e castelos que antes ficavam em segundo plano.

Copa no Catar em 2022

Copa no Catar em 2022

Mais recentemente, em 2022, o Catar viveu uma transformação urbana acelerada. Antes do torneio, o país era visto basicamente como um centro financeiro ou uma escala de voo. Com a Copa, Doha e a cidade planejada de Lusail mostraram museus de arquitetura futurista e uma cultura árabe rica que muita gente desconhecia. O grande diferencial foi a proximidade entre os estádios, o que permitiu uma logística muito diferente das Copas anteriores. Agora, o desafio deles é manter esse interesse vivo através de eventos culturais e lazer, garantindo que os investimentos bilionários não fiquem parados.

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Copa na Espanha em 1982

Copa na Espanha em 1982

Até a Espanha, que sediou a Copa lá em 1982, colhe frutos até hoje. Barcelona usou o esporte para se projetar mundialmente, algo que se intensificou depois com as Olimpíadas de 92. Hoje, muita gente viaja para lá só para conhecer o Camp Nou ou entender a história do time local, e acaba descobrindo a arquitetura de Gaudí e a culinária catalã. O futebol vira a porta de entrada para um turismo muito mais amplo e duradouro.

A Copa do Mundo funciona como uma vitrine gigantesca, mas ela não faz milagres. Um estádio bonito não segura um turista se a cidade não oferecer uma experiência boa no dia a dia. A verdadeira herança de um evento desses não está no concreto das arenas, mas na capacidade de o destino se organizar para receber bem as pessoas e mostrar sua identidade. A Copa dura só um mês, mas a curiosidade que ela desperta pode durar décadas, desde que o país saiba transformar aquela imagem da televisão em um motivo real para alguém arrumar as malas e ir conhecer o lugar de perto.