Conheça o primeiro trem que pode atravessar continentes

Cássia Alves

junho 19, 2026

O primeiro trem que pode atravessar continentes
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A ideia de embarcar em um trem em um continente e alcançar outro, evitando a necessidade de voos, por muito tempo pareceu ficção científica. Contudo, o progresso em engenharia, túneis submarinos e trens de alta velocidade está a tornar este conceito mais tangível. Projetos ao redor do globo estão a considerar a criação do primeiro trem transcontinental, unindo regiões actualmente separadas por oceanos ou barreiras naturais.

Mais do que uma inovação tecnológica, esta proposta tem o potencial de remodelar transporte global, turismo e comércio internacional. Mas, como isso se concretizaria? E quais projetos estão mais próximos de concretizar essa visão?

A proposta de conectar continentes via trilhos

A ideia de conectar continentes por meio de ferrovias não é inédita. Desde o século XIX, engenheiros têm contemplado a criação de extensas ligações ferroviárias entre regiões distantes.

Um projeto notável é a possibilidade de um túnel ferroviário sob o Estreito de Bering, ligando Ásia e América do Norte. Este estreito separa a Rússia do Alasca (EUA) por cerca de 85 quilómetros. Apesar da distância, ela é menor comparada a outros túneis existentes.

A aprovação deste projeto permitiria viagens de trem da Europa à América do Norte, através da Rússia e do Alasca. Um passageiro poderia viajar de cidades europeias para a América sem voar sobre o oceano.

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O precedente do Eurotúnel

O primeiro trem que pode atravessar continentes
O Eurotúnel mostra que é viável viajar entre continentes. Foto: Viajantes do Futuro.

O Eurotúnel, que liga o Reino Unido à França sob o Canal da Mancha, demonstra a viabilidade de atravessar áreas desafiadoras por trem.

Inaugurado em 1994, o túnel tem cerca de 50 quilómetros de extensão, com 37 quilómetros submersos. Ele possibilita que trens de passageiros e de carga viajem entre os dois países em aproximadamente 35 minutos.

Este projeto confirmou a viabilidade técnica de grandes conexões subterrâneas e submarinas, incentivando propostas mais ambiciosas.

O potencial trem entre América e Ásia

Um dos projetos mais estimulantes envolve o Estreito de Bering. A proposta é construir um túnel ou uma combinação de túneis e pontes ligando Rússia e Estados Unidos.

O sistema ferroviário poderia conectar-se à rede russa existente, incluindo a Ferrovia Transiberiana.

O trem prosseguiria através do Alasca, ligando-se às redes ferroviárias do Canadá e dos Estados Unidos.

Isso possibilitaria viagens terrestres da Europa à América do Norte.

A estimativa de duração da viagem

Tal viagem provavelmente levaria vários dias, dependendo da rota e da velocidade do trem.

O uso de sistemas de alta velocidade, semelhantes aos trens da China ou do Japão, poderia reduzir o tempo de viagem.

O foco seria:

  • transporte de carga;
  • turismo ferroviário;
  • rotas alternativas entre continentes;
  • logística global.

Para muitas cargas, um trem poderia ser mais rápido que navios e mais barato que aviões.

Grandes desafios de engenharia

A construção de um trem transcontinental envolve desafios técnicos complexos:

Clima adverso

A região do Estreito de Bering tem temperaturas baixas e clima rigoroso.

Custo elevado

Estima-se que o projeto custaria centenas de bilhões de dólares.

Infraestrutura limitada

O Alasca tem uma rede ferroviária limitada, exigindo a construção de novos trilhos.

Questões políticas

Projetos internacionais exigem cooperação entre países, o que pode levar anos para negociar.

O potencial impacto global

Um trem intercontinental poderia transformar a conectividade global.

Impactos potenciais:

Nova rota comercial

Mercadorias circulariam por terra entre continentes, diminuindo a dependência de rotas marítimas.

Turismo ferroviário

Viagens entre continentes seriam experiências turísticas.

Integração econômica

Regiões isoladas tornariam-se centros logísticos.

Trens modernos são um meio de transporte sustentável, emitindo menos carbono por tonelada transportada em comparação com aviões e navios.

Outros projetos ferroviários globais

Vários projetos ferroviários estão em andamento, mesmo que o trem transcontinental ainda não exista.

A China, por exemplo, tem a maior rede de trens de alta velocidade e está a expandir rotas para a Europa e a Ásia.

Outro exemplo seria túneis submarinos maiores que o do Canal da Mancha, conectando regiões dependentes de transporte marítimo ou aéreo.

Esses projetos indicam que a engenharia ferroviária está a evoluir.

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Um conceito em desenvolvimento

Atravessar continentes de trem é um objetivo futuro. Mas grandes projetos de engenharia começaram como ideias consideradas inviáveis.

Há um século, atravessar o Canal da Mancha por um túnel ou viajar em trens de alta velocidade era inimaginável.

Com o progresso tecnológico, viajar de trem entre continentes poderá se tornar mais uma opção de viagem.

No futuro, viajar entre Europa, Ásia e América por trilhos poderá ser tão normal quanto voar internacionalmente.