Imagine só: uma cidade sem trânsito, sem precisar de carro para nada, tudo pertinho a pé, cheia de tecnologia e preocupada com o meio ambiente. Parece filme, né? Mas é o que a Arábia Saudita está planejando construir no meio do deserto.
Essa ideia tá chamando a atenção de todo mundo, tanto pelo que ela tem de bom quanto pelas discussões que levanta. Neste texto, você vai entender o que é essa tal cidade linear, por que querem construí-la, como ela vai funcionar e quais são os problemas que podem aparecer.
O que é essa cidade linear?
Ao contrário das cidades normais, que crescem meio sem rumo, a cidade linear é como uma linha reta. No caso da Arábia Saudita, essa linha vai ter uns 170 quilômetros de comprimento, bem fininha e bem alta.
A ideia é juntar moradia, trabalho, lazer, estudo e saúde em um lugar só, pra ninguém precisar ir longe e quase não precisar de carro. Tudo pensado pra funcionar junto, sem desperdício e de forma ecologicamente correta.
Conheça o projeto The Line

Essa cidade faz parte de um projeto maior chamado NEOM, que é uma aposta do governo saudita pra não depender tanto do petróleo. Dentro desse plano, The Line é como se fosse a parte mais importante dessa nova região que eles querem que seja super moderna.
Quem criou o projeto diz que The Line não vai ter carro, estrada e nem poluição causada por transporte. Vai ter um transporte público super rápido que vai permitir atravessar a cidade toda em uns 20 minutos, coisa que não dá pra fazer nas cidades que a gente conhece.
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Como vai ser a vida nessa cidade?
A ideia principal de The Line é que tudo que você precisa no dia a dia, escola, mercado, hospital, parque, esteja a, no máximo, cinco minutos de caminhada da sua casa.
Além disso, a cidade vai ser construída pra cima, com várias camadas: casas, escritórios e serviços em andares diferentes, mas todos ligados. Um sistema de inteligência artificial vai controlar tudo, pra economizar energia e água, garantir a segurança e organizar o transporte.
Outra coisa importante é que a cidade promete usar só energia renovável, reaproveitar a água, controlar o clima de forma inteligente e cuidar da natureza que está em volta, o que não é comum em projetos desse tamanho.
Por que a Arábia Saudita quer essa cidade?
Não é só pra ter uma arquitetura diferente. O país tem um plano chamado Visão 2030, que quer preparar a Arábia Saudita para um futuro sem petróleo.
Com The Line e outros projetos do NEOM, o governo quer atrair dinheiro de outros países, turistas, empresas de tecnologia e pessoas talentosas do mundo todo. A ideia é transformar o país em um centro de inovação, ciência, preocupação com o meio ambiente e economia digital.
E ainda, o projeto mostra para o mundo que a Arábia Saudita quer ser referência quando o assunto é cidade inteligente e novas formas de urbanização.
Críticas e problemas
Apesar de todo o entusiasmo, o projeto recebe críticas. Alguns especialistas questionam se uma cidade linear desse tamanho vai dar certo a longo prazo. Há dúvidas sobre quanto vai custar, como vão fazer a manutenção, como as pessoas vão se adaptar e até se viver em uma cidade sem ruas normais não vai fazer mal para a cabeça das pessoas.
Outra questão é o impacto no meio ambiente e nas pessoas que já moram lá. A construção exige mexer muito no território, e já disseram que estão tirando comunidades locais de suas casas. Também há reclamações sobre direitos humanos e falta de transparência.
Na prática, nunca construíram uma cidade linear desse tamanho, o que faz de The Line uma experiência enorme. Se der certo, pode inspirar outros países. Se não, pode virar um dos projetos mais caros e polêmicos da história.
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Será que é o futuro das cidades?
Mesmo com as críticas, The Line é uma tentativa de pensar diferente sobre como vivemos nas cidades. Com cada vez mais gente morando em áreas urbanas e problemas como poluição, trânsito e falta de espaço, precisamos de outras formas de urbanização.
Se a cidade linear da Arábia Saudita vai ser um sucesso ou não, só o tempo vai dizer. Mas já fez o mundo todo discutir sobre cuidado com o meio ambiente, transporte, tecnologia e qualidade de vida nas cidades. E talvez isso seja o mais importante: inspirar as pessoas a imaginarem cidades melhores do que as que temos hoje.
No fim das contas, The Line não é só uma cidade. É uma pergunta sobre como queremos viver no futuro.
