6 seleções que surpreenderam o planeta inteiro em Copas do Mundo

Cássia Alves

junho 28, 2026

Seleções que surpreenderam o planeta inteiro em Copas do Mundo
Início » Curiosidades » 6 seleções que surpreenderam o planeta inteiro em Copas do Mundo

A Copa do Mundo costuma ser o palco das seleções mais tradicionais, aquelas que sempre chegam como favoritas, cheias de craques e sob muita cobrança. Países como Brasil, Alemanha, Argentina, Itália e França quase sempre estão no topo das apostas. No entanto, o torneio fica realmente marcante quando uma equipe menos cotada surpreende todo mundo e vai longe na competição.

Ao longo dos anos, várias seleções chegaram ao Mundial sem holofotes e acabaram impressionando torcedores e adversários. Algumas venceram gigantes, outras chegaram a fases que ninguém imaginava e houve quem mudasse para sempre a imagem do futebol em seu país.

Veja algumas das seleções que mais surpreenderam em Copas do Mundo.

Coreia do Norte em 1966

Coreia do Norte em 1966

A Copa de 1966, na Inglaterra, teve uma das maiores zebras da história. A Coreia do Norte era quase desconhecida na Europa e considerada uma das seleções mais fracas. Na fase de grupos, eles precisavam vencer a poderosa Itália para avançar. Contrariando todas as expectativas, venceram por 1 a 0 e mandaram os italianos de volta para casa mais cedo. Nas quartas de final, chegaram a abrir 3 a 0 contra Portugal, mas acabaram sofrendo a virada e perderam por 5 a 3. Mesmo assim, provaram que podiam bater de frente com os grandes.

Veja também: 5 estádios construídos em locais improváveis que impressionam o mundo

Camarões em 1990

Camarões em 1990

A Copa da Itália começou com um choque: na abertura, Camarões venceu a Argentina de Maradona, que defendia o título mundial, por 1 a 0. A partir dali, os camaroneses mostraram um futebol veloz e corajoso. Com os gols do veterano Roger Milla, que já tinha 38 anos, a equipe chegou às quartas de final, algo inédito para um país africano até então. Foram eliminados pela Inglaterra na prorrogação, mas deixaram claro que o futebol da África merecia ser levado a sério.

Bulgária em 1994

Bulgária em 1994

Até chegar aos Estados Unidos em 1994, a Bulgária nunca tinha vencido um único jogo em Copas do Mundo. O torneio começou mal, com uma derrota feia para a Nigéria, mas o time se recuperou e conseguiu se classificar. O auge foi nas quartas de final, quando eliminaram a Alemanha, então campeã mundial, por 2 a 1. Liderada por Hristo Stoichkov, a Bulgária terminou em quarto lugar, uma campanha histórica para quem nunca havia vencido antes.

Croácia em 1998

Croácia em 1998

A Croácia estreou como país independente na Copa da França, em 1998. Mesmo sendo estreante, a equipe tinha jogadores muito técnicos, como Davor Šuker. O mundo ficou espantado quando os croatas golearam a Alemanha por 3 a 0 nas quartas de final. Só pararam na semifinal contra a França e terminaram em terceiro lugar, provando que um país jovem e estreante podia, sim, ficar entre os melhores do mundo.

Coreia do Sul em 2002

Coreia do Sul em 2002

Também em 2002, a Coreia do Sul aproveitou o fato de jogar em casa para ir muito além do esperado. Com um preparo físico impressionante e o apoio barulhento da torcida, os sul-coreanos eliminaram potências como Itália e Espanha. Chegaram à semifinal, a melhor marca de uma seleção asiática na história das Copas, e terminaram na quarta posição. O resultado mudou para sempre a relação do país com o futebol.

Veja também: Dormir pode decidir uma Copa do Mundo? A ciência explica

Marrocos em 2022

Marrocos em 2022

A surpresa mais recente veio do Marrocos, na Copa do Catar. Em um grupo difícil com Bélgica e Croácia, os marroquinos passaram em primeiro lugar. Depois, eliminaram Espanha e Portugal, tornando-se a primeira seleção da África e do mundo árabe a chegar a uma semifinal. Com uma defesa muito sólida e muita união, Marrocos mostrou que o planejamento e a entrega coletiva podem superar a falta de tradição em fases finais.

Por que essas campanhas são tão marcantes?

Essas surpresas são lembradas porque mostram que o futebol nem sempre segue a lógica. Ver um time com menos recursos ou menos história vencer um favorito é o que torna a Copa do Mundo um evento especial. Além disso, esses resultados costumam transformar o esporte nos países envolvidos, inspirando novas gerações e atraindo mais investimento. No fim das contas, a história mostra que favoritismo e nome não ganham jogo sozinhos; organização e vontade dentro de campo podem mudar qualquer roteiro.